Descobrir Aquilino Ribeiro foi como entrar num sonho acordado, onde as palavras abrem um espaço de significados que se respondem uma às outras como dentro de um labirinto de espelhos e vidros transparentes. Refletem ou deixam-se atravessar por temporalidades distantes e familiares ao mesmo tempo. De literário a sociólogo, a filósofo, de etólogo a romancista, essas sensações provocadas pela leitura de Aldeia – Terra Gente e Bichos, foram o ponto de partida para criar SEDE, confirmando essa intuição de pesquisa nas palavras do mestre “Porque há de ter menos realidade o mundo fingido ou sonhado do que qualquer outro?”. É esse mundo fingido, sonhado, que criámos. Uma fábula feita dessas sensações. Num espaço rasgado por vestígios de árvores e sombras do que já foi, duas mulheres chegam para fazerem desse espaço o seu lugar terra. Árvores mortas, a terra seca, infértil, é aqui que o desafio para encontrar água começa.
SEDE
a partir de Aldeia -Terra, Gente e Bichos de Aquilino Ribeiro
ASTA Teatro
2 de Abril
Cineteatro Curvo Semedo · Montemor-o-Novo
21:30
Duração: 50'
Faixa Etária: M/12
Produção ASTA –Teatro e Outras Artes | Criação e Direção Patrick Murys | Interpretação Bárbara Soares, Carmo Teixeira | Apoio à Criação Ana Vargas | Desenho de Luz e Som, Cenografia | pedro fonseca/colectivo, ac | Espaço Cénico Patrick Murys, pedro fonseca/colectivo, ac | Guarda-Roupa ASTA | Costureira São Bizarro | Cartaz Sérgio Novo | Fotografia e Vídeo Rui Espinho | Direção de Produção Rui Pires | Comunicação Helena Ribeiro | Acolhimento a bruxa TEATRO