junho, 2025

06jun(jun 6)9:30 pm07(jun 7)12:59 pmTAN TAN TANN9º Festival internacional de Artes Performativas 2025

Detalhes do Evento

O TAN TAN TANN em 2025 caminha para a 9ª edição, um festival para jovens com um conceito diferenciador, logo porque se trata de um projeto realizado numa fábrica de Tanoaria em funcionamento. Depois, porque é um projeto desafiador para qualquer programador: o público jovem. Já todos fomos jovens e temos na memória todas as certezas do mundo que de nós faziam parte. Agora que as certezas são cada vez mais escassas, juntamos os antigos aos mais novos e foi nisto que resultou, um festival multigeracional. Por um lado, jovens na idade de emancipação e na constante contracultura, por outro lado, os mais velhos nostálgicos e alguns rabugentos, contribuindo sem dúvida para um desafio e um encontro extraordinário de conhecimento de partes.

Na sociedade contemporânea, a proximidade entre pais e filhos jovens é uma utopia, por isso, o Festival Tan Tan Tann proporciona a aproximação da lacuna geracional que se pode encontrar nessas relações. Já vamos na 9ª edição e temos esta aposta como um caminho a explorar e nunca como adquirido. Ainda continuamos a procurar novos processos e conceitos artísticos que permitam o seu crescimento e solidificação deste projeto, de forma a chegar aos mais jovens.

Rodeados de arte ancestral na qual está envolvida a Tanoaria, apresentamos propostas programáticas de alta qualidade com conceitos originais e de fusão entre o tradicional e o contemporâneo. Lembramos que falamos de público e falar de ancestrais não é de todo motivador, mas se juntarmos as matérias pode ser um lugar de curiosidade. Esta tem sido a nossa aposta.

Estes jovens que frequentam a tanoaria em funcionamento aproximam-se e relacionam-se com as suas gentes, Esmoriz é uma terra de Tanoeiros e para um jovem isto é bastante indiferente. No entanto, quando confrontados com este lugar e percebem que os seus avós ou os seus pais ou vizinhos trabalharam numa tanoaria, o seu comportamento altera-se e passam a sentir este lugar como seu. Isto é o que tem acontecido durante as últimas edições. No entanto este é apenas um caminho para integrar jovens e adultos não com as suas diferenças, mas sim na troca e partilha dessas mesmas diferenças. Lembro que o espaço da Tanoaria está há muito tempo a ser considerado um lugar museológico, para práticas artísticas, uma vez que apenas restam duas Tanoarias em funcionamento a operar de forma tradicional nesta cidade. É de todo o interesse deste festival apelar para a importância do património cultural no desenvolvimento do seu potencial turístico, de juntar arte, cultura e praia num lugar de criação e difusão de projetos artísticos.

Este festival já faz parte das comemorações da cidade e das festas da cidade, já faz parte das gentes de Esmoriz como um lugar de encontro e impulsionador no aproximar e no relacionar da arte da tanoaria com as suas gentes. Garantir a sua continuidade, é poder acolher novos conhecimentos e novas reflexões para as práticas artísticas e é poder acolher os jovens talentos, potenciando ser no futuro um espaço para a criação e difusão de novas linguagens artísticas. 

Por estranho que pareça, os projetos para jovens é quase um território inexplorado. Embora o campo do teatro e das artes em geral para jovens seja amplo e complexo, pouco trabalho de pesquisa tem sido feito nesta área artística. Sabemos que é difícil um adulto estar na moda do jovem, criando um fosso profundo de distanciamento entre jovem e adulto. As artes performativas podem transformar a realidade e criar novos mundos. É neste sentido que a nossa estrutura se movimenta, articulando linguagens e narrativas contemporâneas num festival interdisciplinar, provocando vários sentimentos que possam despertar emoções profundas para o diálogo. O ideal para manter os adolescentes neste ritmo seria um festival mensal onde a sua participação ativa e organizativa fosse regular, no entanto, como não é possível no momento esperamos que este festival possa contribuir para o futuro espaço artístico da Tanoaria Josafer.

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6 de junho
sexta-feira · 21:30 _________________________________________________________________________________

ALIAS
MÁSCARA E TEATRO FÍSICO
DÍRTZ THEATRE FRANÇA
Uma cabeça. Que não foi poupada ao caos da vida. Ombros largos o suficiente para suportar o peso da existência. Um ego tirânico e desajeitado. Um vento que sopra e nos toca. Um vento que nos desnuda. Uma performance sensível e carnal, Alias revela um homem que tenta libertar-se das suas camadas e partir ao encontro do “outro” que se esconde no seu interior.
E quem se esconde por detrás do homem?

CARLOS RAPOSO
VIOLA CAMPANIÇA E ELECTRÓNICA
PORTUGAL
A música de Carlos Raposo projeta dois universos distintos, propondo uma simbiose entre a música tradicional portuguesa, com referências no folk, fado e nas guitarradas de Carlos Paredes - que ganham vida na Viola Campaniça - e a música eletrónica, que é sustentada por sintetizadores clássicos das décadas de 70 e 80 como o Mini Moog e o Juno 106.
A viagem neste universo sonoro é marcada pelos tons melancólicos e melodias da Viola Campaniça e os sons eletrónicos, que nos guiam numa experiência por vezes psicadélica sem nunca sairmos da Portugalidade e da tradição. Dancemos a Chula 2.0.
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7 de junho
sábado 21:30 __________________________________________________________________________________

LES PETITES GÉOMÉTRIES
OBJECTOS E TEATRO VISUAL
CIE JUSCOMAMA FRANÇA
Cara a cara, duas silhuetas estranhas observam-se.
Com as cabeças envoltas em cubos pretos, desfilam sob o giz: um céu estrelado, uma cidade a preto e branco, um pássaro colorido ou rostos que exprimem múltiplas emoções...
Entre o jogo de máscaras e o teatro de objetos, desenha-se toda uma história — adivinhada, por vezes apagada, para melhor se reinventar.
Uma viagem surreal e poética.
Com Justine Macadoux & Coralie Maniez

ARIANNA CASELLAS Y KAUÊ
MÙSICA VENEZUELA
Com canções de família, tempo e emoção, Arianna Casellas y Kauê embalam o público numa tempestade de autor, temerosa e imponente ao ritmo tamboreiro e do cuatro (instrumento típico da Venezuela).

EM PERMANÊNCIA:
A ILUSÃO
INSTALAÇÃO PAULA MOITA
PORTUGAL
A instalação “A ilusão” convida os visitantes a embarcar numa viagem onde é posta à prova a sua visão sobre o que é real e aquilo que é mera aparência. Através de uma experiência interativa, visual e sonora, é-nos revelada a forma como a mente humana lê e interpreta o mundo à sua volta, moldada por opiniões ou expectativas internas e externas, sob influência das redes sociais e condicionada pela fugacidade da vida. Qual é o papel da ilusão na construção dos nossos objetivos e da nossa identidade? Quão frágeis são as fronteiras entre o real e o imaginário no nosso dia-a-dia?

Mais

Hora

6 (Friday) 9:30 pm - 7 (Saturday) 12:59 pm

Organizador

Imaginar do GiganteÉ uma estrutura criativa de serviços artísticos e culturais, tendo como principais áreas de atuação as artes performativas contemporâneas para crianças. A nossa linha de trabalho tem explorado novos processos criativos, de textos a novas imagens, no campo da estética teatral para crianças. Acreditamos no laboratório artístico para crianças e na investigação sobre estéticas artísticas que possam abordar os fundamentos básicos da liberdade, o nosso maior tesouro da imaginação, de crescer a brincar. Acreditamos que o estudo de novas modalidades estéticas híbridas e imersivas, ambientais e tecnológicas poderão transformar o que chamamos de criança do futuro. A nossa equipa central tem trabalhado com crianças em vários locais de Portugal, São Tomé e Príncipe, Mali, Guiné-Bissau, Moçambique, entre outros países. Prestamos um serviço público com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de educação artística e de formação teatral bem como aproximar as crianças às artes performativas contemporâneas.

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