outubro, 2023

05out(out 5)9:30 pm15(out 15)6:00 pm2+2=5ESTE - Estação Teatral

Detalhes do Evento

2+2=4 deveria ser a pedra angular da lógica, porém no labirinto distópico de “1984” de George Orwell, surge um fenómeno matemático: 2+2=5.

É a partir deste universo, desta equação de arquitetura sinuosa, que emerge um cenário temporal distorcido, onde a realidade se curva diante do absoluto domínio da Grande Máquina. Conservando a fórmula 2+2=5 como sustento da frase: “se é falso, também pode ser verídico”, a humanidade é forçada a engolir esta absurda equação como se fosse o mais límpido e incontestável facto.

A narrativa desenrola-se entre polos de resistência e submissão, e é neste turbilhão de verdades e mentiras que as personagens coabitam presas ao futuro, antevendo a morte tão certa como o 3 antecede a 5.

Encenação: José C. Garcia | Assistência de encenação: Tiago Poiares | Interpretação: Joana Poejo, Pedro da Silva e Samuel Querido | Video mapping: Nuno Manuel Pereira | Música: João Clemente | Figurinos: Mafalda Estácio | Espaço Cénico: Criação coletiva | Desenho e operação de luz: Pedro Fino | Participação Especial: Marta Ramos (Voz / Canção de Embalar) e Gonçalo Alves (Bateria) | Design gráfico: Jorge Portugal/PURETUGAL | Direção de Produção: Alexandre Barata

2+2=5
A partir de "1984" de George Orwell)
ESTE - Estação Teatral

5 a 15 de outubro
Auditório da Moagem - Fundão
Qui. a sáb. às 21h30
Dom. às 17h00

Duração: 01h00  Faixa Etária: M/14

Mais

Hora

5 (Thursday) 9:30 pm - 15 (Sunday) 6:00 pm

Organizador

ESTE . Estação TeatralNa génese da Estação Teatral, em 2004, está a complementaridade de dois impulsos motores que, em sinergia, desembocam na compatibilidade entre (1) a pesquisa de uma IDEIA DE TEATRO, num movimento sem fronteiras, e (2) o diálogo em cumplicidade com a COMUNIDADE do seu contexto: a Beira Interior. O surgimento da companhia parte da iniciativa de um colectivo de profissionais que identificava a premência de um PROJECTO que dotasse uma região isolada, com acções consequentes e que transcendessem a natureza de “companhia de reportório” ou de “sala de espectáculos”. “Mãe preta”, primeira criação, inscreve já todo um ADN que se repercute até hoje, ora nos ensinamentos de ferramentas do antigo, como a MÁSCARA, ora na inspiração em teatros tradicionais/populares, como a manipulação de marionetas, ora ainda na dimensão de um TEATRO TOTAL dada pela prática dos contadores de histórias, ora, finalmente, pela perspectiva que faz imanar a arte da ENCENAÇÃO como o centro da escrita, numa autonomia proporcionada por uma DRAMATURGIA DO VER onde texto escrito é contemporâneo do ensaio. Também porque uma peça se desenvolve a partir de diálogos encetados com públicos específicos, ao mesmo tempo em que se busca um relacionamento “por camadas” junto de espectadores com tipificações sociais e culturais distintas, como é o caso do projectos pedagógicos “Uma história para continuar...” (até 2016) e depois “Ver-Fazer” que trabalhou com toda a comunidade escolar do concelho do Fundão ao longo de dezassete anos e imanou versões para a programação principal. No regresso ao ANTIGO, está o relançamento de um teatro HODIERNO, reintrepretando estruturas, fora desse circuito fechado onde a prática é não raro a “tradição de uma tradição”. Peças como “Pax Romana” (2006), “A verdadeira história da Tomada do Carvalhal” (2007), “Cozinheiros” (2009), “Volfrâmio” (2011), “A entrada do rei” (2014), “Terra sonâmbula” (2015), ou mais recentemente “Coração que é livre fica” (2019) e a trilogia “A Avenida” (2019/2020/2021) inscreveram-se justamente em princípios éticos/estéticos que não apenas desembocaram numa corrente de público muito expressiva mas consolidaram uma rede de itinerância pelo território nacional, hoje, património inestimável que alarga o futuro. COMPANHIA DE PROJECTOS que imanam objectos próprios, numa relação VER-FAZER em continua progressão, as formas de contacto foram sempre transversais. Fosse o Festival TeatroAgosto, realizado durante 15 anos consecutivos, ou os Ciclos Dramatúrgicos, ou o contacto com as escolas e as suas próprias “Classes de Teatro”. É também neste conjunto de princípios que se insere a Feira Ibérica de Teatro do Fundão, organizada pela ESTE em parceria com o Municipio do Fundão desde 2019, um projecto diferenciador em Portugal na promoção de um mercado ibérico das artes dos espectáculos. Desde 2004 a ESTE – Estação Teatral estreou 45 criações originais e já actuou em Espanha, Alemanha, Cabo Verde e Brasil. Medalha de Mérito Cultural da cidade do Fundão.

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